Entramos em uma turma do 2º ano do Ensino Fundamental para observar uma sessão de matemática centrada na subtração por decomposição:
Ao longo do vídeo, a turma constrói o significado de subtrair a partir da manipulação, da conversa e do raciocínio. Longe de aplicar um procedimento fechado, os alunos avançam, cada um, a partir do seu ponto de partida.
Atender à diversidade em uma sala de aula como esta, em que todos os alunos participam, não é simples. Por isso, o momento de registro no caderno, nos últimos 15 minutos, é um momento-chave: permite que a professora acompanhe de forma mais individualizada.
Mas também há outros momentos! Na primeira parte do artigo, vamos analisar o que acontece e quais recursos a professora utiliza para dar resposta à diversidade. E, na segunda parte, vamos ampliar o olhar e refletir sobre a atenção à diversidade em geral, apresentando os diferentes recursos que a proposta da Innovamat oferece.
Vamos lá!
Sumário
Analisamos uma sessão de matemática: práticas de atenção à diversidade
Atender à diversidade não é um momento pontual, mas sim uma soma de pequenas decisões que vão se encadeando ao longo da sessão. A seguir, analisamos uma aula para identificar onde e como esses momentos se concretizam:
A sessão começa com a professora distribuindo o material manipulativo, os blocos de base 10 que serão usados hoje na sessão. Em seguida, ela propõe resolver as subtrações que aparecem na lousa. O processo é comum para todos: primeiro, representam a quantidade inicial e, depois, retiram a quantidade indicada. Aqui, o material manipulativo desempenha um papel-chave, pois reduz o nível de abstração de uma situação complexa e permite que cada aluno avance no seu ritmo.
Como é habitual, nem toda a turma entende o que está acontecendo logo de primeira. Para acompanhar esse processo, a professora convida alguns alunos a explicar como resolveram a subtração, retomando as explicações, favorecendo que todos entendam as ideias-chave e que ninguém fique para trás. Ela também mantém sempre o material manipulativo por perto quando alguém precisa.
O momento de registro, ao final da sessão, se torna um espaço especialmente relevante. Enquanto a turma pratica e consolida no caderno o que construiu durante a aula, a professora passa pelas mesas e acompanha de forma mais individualizada. Nesse momento, observamos dois momentos especialmente relevantes:
- Por um lado, ela para com um aluno que apresenta mais dificuldades e estabelece com ele uma conversa guiada. Por meio do diálogo e de perguntas, ela o ajuda a compreender as etapas da estratégia. Mas não para por aí. Depois que ele obtém o resultado, ela o convida a conferir com o material, promovendo o pensamento crítico e reforçando o processo de Argumentação e Prova.
- Por outro lado, ela também acompanha um aluno que já resolveu todas as subtrações e pode ir mais além. Com ele, a professora estabelece uma conversa matemática que permite avaliar seus processos: como ele pensou, quais estratégias utilizou e em que ponto de compreensão se encontra, ajustando assim os próximos desafios.
A diversidade na sala de aula e os fatores que a condicionam
A atenção à diversidade é um fenômeno multifatorial que depende de diferentes agentes educacionais. Nós, como editora que trabalha diretamente com as escolas, fazemos parte desse sistema.
Por isso, também refletimos sobre nosso papel e sobre como podemos contribuir para que toda a turma, independentemente do seu ponto de partida, tenha oportunidades reais de aprender matemática.
Recursos para atender à diversidade
A proposta da Innovamat incorpora uma ampla variedade de recursos para criar experiências de aprendizagem que promovam a compreensão e o raciocínio de toda a turma, sem exceção. Mas quais são exatamente esses recursos que facilitam a tarefa de atender à diversidade na sala de aula? Vamos conhecê-los!
Construção do conhecimento na sala de aula
Nas sessões de construção de conhecimento, propomos diversidade de estratégias, materiais manipulativos, atividades ricas e orientações de gestão da sala de aula, com o objetivo de que toda a turma consiga compreender e participar das tarefas.
Atividades de piso baixo, teto alto e paredes amplas
As atividades de piso baixo, teto alto e paredes amplas são tarefas ricas que permitem que toda a turma tenha acesso (piso baixo), ir mais além para quem conseguir (teto alto) e propor múltiplas aproximações e estratégias (paredes amplas)
Na Innovamat, propomos um grande número de atividades desse tipo. Muitas delas partem de uma premissa aberta, que convida todos a iniciar a exploração e, ao mesmo tempo, permite formular novas perguntas para aprofundar tanto quanto se desejar.
Um bom exemplo disso aparece nas dinâmicas QUAL NÃO PERTENCE (sigla de «Quem é o intruso?»), que permitem trabalhar com matemática rica até mesmo com alunos bem pequenos e que, além disso, são facilmente replicáveis em turmas de anos mais avançados.
Cadernos, recursos e prática adaptada para cada aluno
Na hora de registrar o que foi aprendido, um momento-chave ao final da sessão, dispomos de uma versão padrão do caderno, com muitas atividades para praticar.
Mas também de duas versões extras, para quem precisar. Uma versão adaptada com mais andaimagens para a turma que precisa de apoio. E uma versão de ampliação, com mais perguntas e atividades, para quem puder e quiser se aprofundar.
Sempre que possível, devemos tentar que toda a turma compartilhe o mesmo objetivo de aprendizagem. Mas, quando isso não é suficiente, a proposta explicita as conexões entre anos e permite acessar recursos de anos anteriores para ajustar os objetivos às necessidades particulares de cada aluno, sem desvinculá-lo do seu grupo.
Nos dias de prática sistemática e individualizada, em que se consolidam e praticam os conteúdos trabalhados, contamos com Atlas Matemático, uma ferramenta digital que permite identificar as necessidades de cada aluno, oferecer ajudas personalizadas e criar um itinerário individual.
Recursos complementares de matemática para a diversidade
Além disso, oferecemos um programa de intervenção desenvolvido especificamente para a turma com uma defasagem curricular significativa.
O Programa de Intervenção Precoce (COSMOS), voltado para alunos do 1º e 2º ano do Ensino Fundamental, tem como objetivo identificar e abordar precocemente as dificuldades no desenvolvimento das habilidades matemáticas básicas. Vocês podem saber mais em nosso site: https://www.innovamat.com/programa-intervencion-temprana/
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